terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Gil meu querido gato, companheiro.

Devido à tua violência para com a tua querida Xana, vi-me obrigada a entregar-te ao Rui.
Ao fim de quatro anos eu não fui mais capaz de te ver ser violento, desculpa-me meu querido!
Se soubesses ler, se me visses agora, tu entenderias aquilo que quero dizer.
Abri duas torneiras na minha face mesmo sem ainda ter sentido a tua falta em casa...Daqui a três semanas será uma dor bem pior do que esta, quando entrar por aquela porta dentro e não vir o meu pedaço laranja...
Eu amo-te desde o dia em que te vi.
Tão pequenino...tão assustado...tão frágil!
Vieste de Sines, andaste no mar...tudo te foi roubado...E agora, eu, por pensar no bem da tua querida tive que te afastar de mim...
Eu prometo visitar-te...Prometo mesmo...Do fundo do meu coração Gil...
Oh meu amor, eu não consigo parar de imaginar o quanto te vai custar não viver dentro duma casa...No entanto, visto que o teu espirito é libertino, talvez te adaptes bem e aprendas que não se deve ser mau para com os outros animais, ou então talvez encontres o teu lugar no meio da matilha gatil.
Estou mesmo desolada...
Meu querido filho...

Amo-te e vou sempre amar-te ='(

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